Postado em 6/11/2008 13:23 por Gabriel Vituri
Das várias maneiras de encantar uma mulher

Por várias razões uma mulher pode se apaixonar. Algumas, ingênuas, morrem de amores ao encontrar a “beleza” propriamente dita e esquecem a complexidade deste sentimento milenar. Outras se apaixonam sem saber por que, choram e sorriem ao mesmo tempo sem sequer imaginar os porquês de tudo o que sentem.
Transpiram paixão e palpitam em seus corpos sensações que misturam medo e desejo, medo e delírio. Longe da cega loucura que sentem, estão os românticos, por vezes tomando um trago e conversando sobre o universo obscuro e deslumbrante das mulheres, buscando uma inexistente resposta para o inquestionável amor.
Jorge Amado, romântico nato, fez o amor fugir de suas letras e cair no colo de uma mulher, ainda desconhecida para ele; ela para ele.
Mar Morto, escrito em 1936 pelo baiano, fez com que uma mulher chamada Zélia se apaixonasse perdidamente pelo escritor, desconhecido para ela, nunca antes visto, nunca antes sentido. O livro pertence à primeira fase do autor e trata de amores de marinhos, predominando o sentimento e o amor como tentativas de viver com menos melancolia.
Passaram-se anos e o destino os juntou; o amor - reprimido no peito desde o dia em que a amante leu o livro - pôde enfim ser descoberto por ambos, que, escondido nas letras, foi a melhor declaração e razão que uma mulher poderia ter para se apaixonar.







